Segunda Semana da Liderança do CLS do Brasil – Melhores Momentos Fernanda Castro – Diretora de Estratégias – ACPL Engenharia

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Segunda Semana da Liderança do CLS do Brasil  – Melhores Momentos

Fernanda Castro – Diretora de Estratégias – ACPL Engenharia

“Tivemos que atuar durante a pandemia. Seguimos a regra do cliente: se o cliente não para, a gente também não para. E nenhum cliente nosso parou. Instauramos um comitê de crise para ter diretrizes. Contratamos uma médica para atuar junto à Diretoria. Diferenciamos os EPIs, contratamos mais ônibus. Criamos um aplicativo, um questionário onde a pessoa, antes de entrar no ônibus, dizia se estava apta a trabalhar. Se se sentisse apta, entrava no ônibus. Caso contrário, nem entrava no ônibus. Usamos automação e inteligência artificial para nos ajudar. Consultávamos os gráficos de quem não estava bem e o líder ou a médica entravam em contato. Também criamos um portal para facilitar a comunicação. Foi a nossa forma de dizer: ‘você está tendo a coragem de ir trabalhar e eu estou junto com você para te apoiar, pode contar comigo.’ Tudo foi reestruturado. A gente assumiu esse compromisso: vamos fazer, mas com segurança!

E aí começaram a aparecer problemas simples que o gestor deveria resolver. Então decidimos treinar em Liderança Situacional®. Porque tínhamos que sair do comando e controle e ir para delegação e confiança. Quando muda este mindset da companhia, os líderes têm que estar preparados. E não tinha como esperar. E todos reconheceram a necessidade de se adaptar ao novo contexto e entenderam que precisavam de ajuda. Treinamos 60 líderes em plena pandemia. Capacitar é o que podíamos fazer naquele momento.

Presencial ou online? Online. A troca, o presencial é importante, mas a gente tem que se adaptar. Coloquei pessoas do Brasil inteiro em salas virtuais e não percebi nenhuma diferença do que fizemos há 6 anos, de forma presencial.

Não existe uma fórmula de engajamento para todos. Não existe um gabarito único. A Liderança Situacional® nos ensina isso:

  • Primeiro, entenda o perfil da sua equipe. É o mínimo que o líder tem que saber. Você conhece seus liderados? Os níveis de maturidade de cada um, para as atividades que eles desempenham? Quem você tem que acompanhar mais de perto? Para quem você pode delegar?
  • Segundo, o modelo ajuda a entender o nosso papel enquanto líder. Eu estou ali para quê? Para ajudar, ser o elo facilitador para quem eu lidero. Para isso eu preciso conhecer os níveis de maturidade, as dificuldades, saber o que está acontecendo na vida destas pessoas. Ele está com a esposa no CTI, com Covid? Eu tenho que saber. Isso é ser líder. E a Liderança Situacional® nos ensina a importância de conhecer quem trabalha para nós, seus gaps. E assim o líder gera engajamento, por que faz a coisa certa para a pessoa certa. E também se autoconhecer, porque todos nós temos gaps.

O acompanhamento é fundamental, mesmo com pessoas altamente capazes, com alto nível de maturidade. Temos que tomar cuidado porque podemos ‘delargar’ ao invés de delegar. Estas pessoas também precisam de acompanhamento, precisam de parabéns. Deve haver disciplina no acompanhamento. Não existe processo que se perpetue sem acompanhamento.

O líder tem que conhecer sua vulnerabilidade. Todos nós somos vulneráveis. E é isso que nossos liderados esperam. Estamos todos no meio de uma pandemia. A gente precisa se adaptar, inovar e nesse momento os líderes estão vulneráveis. Ele tem que dar o ombro amigo sim, mas tem que dizer: ‘eu também preciso, eu estou junto com você, mas não sei tudo, vou te ajudar, vamos compartilhar e construir juntos.’ Os colaboradores querem ser ouvidos. A maioria das soluções criativas vêm do chão e geram resultados fantásticos.

Acredito que o home office veio para ficar. Hoje eu tenho 100% do back office trabalhando em casa. Só que, agora, está deixando de ser ‘durante a pandemia’ para virar cultura, aliado à cultura de resultados. O que importa é a entrega. Todos os ritos foram mantidos, agora de forma online, com uma disciplina indiscutível.

Neste cenário de pandemia, a Liderança Situacional® nos ensina que estamos longe fisicamente. Mas seu liderado tem que entender que você está do lado dele. Como? Faça reuniões, peça para abrir a câmera, observe o semblante das pessoas, se tem alguma coisa que não está boa.

O modelo se adequou perfeitamente ao nosso sistema de gestão. Pregando foco e disciplina, ensina a agir sem perder tempo. Entendemos a importância de conhecer nossos liderados, o nível de maturidade de cada um para cada tarefa e o que é prioridade. E acompanhar, para fazer as correções necessárias.

O modelo Liderança Situacional é de fácil entendimento e pode ser disseminado em qualquer companhia. Neste novo formato online e aberto, como você vai fazer em novembro, é muito bom por que qualquer pessoa pode participar. É um treinamento extremamente prático e funcional. Você se conhece e se entende. E aprende que não precisa de grana para motivar. Ainda mais num momento destes! Então, aproveitem!”