Segunda Semana da Liderança do CLS do Brasil – Melhores Momentos Selma Fernandes – Diretora de Gente e Gestão – BR Distribuidora

Live no instagram ocorrida em 13/10 às 18h30 com Ramiro Novak e Henrique Aguiar
14 de outubro de 2020
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Segunda Semana da Liderança do CLS do Brasil – Melhores Momentos

Selma Fernandes – Diretora de Gente e Gestão – BR Distribuidora

“Entrei na BR em janeiro deste ano. Estava fazendo o Programa de Integração quando veio a pandemia. Foi um desafio duplo. Tentei fazer benchmarking com amigos diretores e ninguém tinha respostas. O que ajudou é que a BR já tinha um comitê de crise, pois transportamos combustível, produto que exige muita segurança. Rapidamente, tomamos decisões muito acertadas, com foco em saúde e segurança. A BR presta um serviço essencial e continuamos operando. Tive 30% da operação na linha de frente e todo o restante em home office, com um apoio enorme e fundamental de TI. Também assistimos às comunidades no entorno da empresa. Esta atuação solidária foi muito bem recebida. Queremos dar sequência a este aprendizado pós pandemia.

Foi um momento de muitas quebras de paradigmas. Home office antes da pandemia? ‘Melhor não…’ Mas veio uma enxurrada de coisas e tivemos que nos reinventar rapidamente. Foi uma operação de guerra. Oferecemos atendimento médico online, suporte psicológico e criamos um mantra: consciência, responsabilidade e solidariedade. Demos total atenção aos caminhoneiros. A consciência da responsabilidade foi muito forte. E tem que ficar para sempre. Aprendemos que só temos força quando estamos juntos. Jogando sozinhos, não ganhamos.

A diretoria, junto com o presidente começou a fazer encontros virtuais com os gestores, para estarmos presentes. E, paradoxalmente, ficamos mais presentes que nos momentos físicos. Fomos construindo isso juntos, com foco no fortalecimento do time. E foi muito bacana resgatar o humano: saber quem é o colaborador que precisa de um apoio mais próximo e quem está num nível de maturidade mais elevada. Somos seres integrais e não conseguimos separar o pessoal do profissional. Nesta interação online, nos víamos inteiros, sem as nossas máscaras organizacionais e isso gerou proximidade. Este foi um grande aprendizado que acrescentamos ao uso da Liderança Situacional®. Perceber que somos humanos, inteiros e temos nossas facilidades e dificuldades agregou muito no processo de liderança.

A Liderança Situacional® é uma ferramenta que torna tangível o que considerávamos intangível. Com ela, nossa atuação é mais efetiva por que vamos direto nos níveis de maturidade e no grau de necessidade de cada liderado. Esse combo de situacional e humano fortalece a relação de confiança. Na retomada, por exemplo, fizemos uma pesquisa para saber quem se sentia seguro em retornar ao escritório. O retorno não é mandatório. E a liderança participou, fazendo esse mapeamento com as suas equipes, com base na relação de confiança.

Para dar apoio socioemocional para quem está em home office, estabelecemos reuniões mais curtas, porém, mais frequentes. Ficar muito tempo online não é produtivo: tem que ter respeito e limite. Oferecemos ginástica laboral online em dois horários pela manhã e dois horários à tarde, exatamente para provocar intervalos. Ajudamos dando todo o suporte material, médico e psicológico, pois, na verdade, não é home office. De uma hora para outra, tivemos que juntar as rotinas de casa e do trabalho. E tomamos as decisões corretas graças ao trabalho em equipe.

Assumimos nossa vulnerabilidade. Quebramos o receio de falar que não sabemos e assumimos que não sabemos. Só um ambiente acolhedor permite isso. A pandemia trouxe este ambiente onde ninguém tinha as respostas e tínhamos que nos apoiar uns aos outros. Trocamos experiências e nos fortalecemos. As pesquisas que fizemos para o retorno é um bom exemplo. Ela foi fundamental para estabelecermos várias ações.

Estávamos terminando de desdobrar as metas no início da pandemia e implementamos o modelo do PDCA durante a pandemia. Implementamos um sistema de acompanhamento de metas e tudo funcionou. Temos um calendário de reuniões de resultados e acompanhamento. As metas são desafiadoras dentro de um cenário desafiador, mas todo esse modelo de acompanhamento ajudou muito na disciplina para manter o foco.

A dosagem entre manter o sprint (altos níveis de produtividade), daqui a pouco perder o fôlego e não continuar a caminhada, mas ao mesmo tempo manter a performance é um grande desafio. É preciso ter o sprint, mas também é preciso parar e recuperar para dar outro sprint. Estamos aprendendo juntos como parar.

Neste momento, a Liderança Situacional® ajuda na disciplina do método. Quando estamos muito ansiosos e temerosos, corremos o risco de perder o foco. E o modelo, sem ser burocrático nem te engessar, é um roteiro, até para melhorar o sprint. Sem método, sem ferramentas, a gente se perde. O modelo é um facilitador.

Adotamos o pedir ajuda. Hoje peço muito mais ajuda que antes. Fizemos um trabalho de autoconhecimento com o RH para conhecer nossas fraquezas e pedir ajuda às outras áreas. Descemos do pedestal e reconhecemos que não somos donos da verdade. Temos que construir juntos. A pandemia nos mostrou isso.”