Segunda Semana da Liderança do CLS do Brasil – Melhores Momentos Tânia Corrêa – Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) – Grupo Simões

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Segunda Semana da Liderança do CLS do Brasil – Melhores Momentos

Tânia Corrêa – Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) – Grupo Simões

 

O Grupo Simões atua em toda a região Norte, com exceção do Tocantins. E Manaus estava numa situação catastrófica. Rapidamente nos mobilizamos, por que grande parte dos nossos 3.500 funcionários estão na rua. Nosso desafio foi garantir a continuidade da operação e, ao mesmo tempo, preservar a saúde dos funcionários.

Temos um lema: raciocínio lógico, tranquilidade e movimentos coordenados. Contamos demais com nossas lideranças e a força da liderança apareceu muito fortemente para mantermos o ambiente relativamente tranquilo, com as pessoas cumprindo com as suas responsabilidades. Foi um trabalho a inúmeras mãos. E é aí que a gente vê o poder de uma liderança realmente forte e de colaboradores engajados.

Foi um investimento de 2 anos na capacitação de toda a liderança, do Presidente ao Supervisor, o que somou mais ou menos 300 lideranças. Chegou um ponto em que entendemos que precisávamos fazer um alinhamento e dar uma nova roupagem para esse alinhamento. Saímos de um misto de comando e controle para um perfil alinhado de influência e colaboração. Usamos a Liderança Situacional® para fazer esta transição. O modelo construiu e repaginou o nosso caminhar no Grupo Simões. Fazemos a pesquisa de engajamento a cada dois anos e vimos o resultado antes e depois do investimento. Houve um crescimento muito bom no bloco de liderança. Mas a jornada ainda não terminou.

Elevamos o nosso nível de maturidade em liderar diferentes profissionais em diferentes estágios de maturidade. E isso na pandemia trouxe uma referência importante para nós por que a Liderança Situacional® fala em maturidade, que é o querer fazer e o poder fazer. Com a pandemia, tivemos um florescer na liderança do querer fazer, de querer engajar mais ainda o time, de acreditar nos times. E aprendemos a delegar. As pessoas sabem fazer, elas podem e elas querem. Temos um potencial nas mãos muito maior do que a gente imagina. O que nós temos que saber, como líderes, é orquestrar isso tudo. Tem que delegar e confiar. A Liderança Situacional® preparou a gente para isso.

Neste momento, todos estamos vulneráveis. É bom compartilhar e poder dizer ‘hoje não é meu dia’ e se sentir acolhida. Isso é time, isso é aprendizado. As áreas de RH da empresa sem dúvida se reconfiguraram. Somos profissionais mais aguerridos, melhores, mais protagonistas em muitos assuntos. Não tem problema nenhum a área de DHO dizer que naquele dia você não está bem. E ser acolhido por aqueles que você deveria acolher. Não é sinal de fraqueza. É sinal de que somos humanos.

O trabalho tem um componente físico e mental. Temos tido volumes de produtividade muito positivos e obviamente, tudo tem um limite. Estamos atentos aos limites, para não extrapolar. Em plena pandemia, aumentei meu quadro em quase 9%. Mas quando eu sei por que eu estou fazendo, quando estou junto com aquele propósito, tem uma energia que rola diferente. Pode ter obstáculo que as pessoas estão engajadas para superar e entregar.

Você não consegue fazer uma dicotomia entre o profissional e a pessoa. A Liderança Situacional® leva isso em conta, quando considera o saber fazer e o querer fazer. O lado técnico, a gente estuda e adquire. Agora, para querer fazer, entra o lado pessoal, o que motiva, as características, identidade e educação. A mecânica de lidar com tantas pessoas juntas e saber, deste caldeirão diverso que a gente tem, tirar o melhor, isso a gente tem que aprender. Esse olhar é fundamental. Se não, como influenciar sem considerar o lado humano? Impossível. Falamos em tecnologia, em organizações exponenciais, metodologias ágeis, mas atingimos os resultados através das pessoas. No final das contas, estamos sempre falando de gente. E isso é muito forte na Liderança Situacional®.

Acreditamos que o home office veio para ficar. Quais nossas grandes interrogações? Quando o grupo já está afinado, se conhece, conhece a cultura da empresa, a liderança ocorre mais facilmente. Mas como fazemos esta conexão forte com as pessoas que estão entrando, não conhecem esta história, não têm afinidade com o time todo e com a liderança, nem com a cultura do grupo? Como eu faço esta pessoa se sentir acolhida remotamente?

Trabalho junto é a chave do negócio. A liderança do Grupo Simões, na qual eu me incluo, independente do nível, foi de uma grande competência e engajamento, e gerou o engajamento de 3.500 colaboradores que, em nenhum momento, pararam. Isso é a força do trabalho em conjunto. Meu time foi e está sendo impecável nesta transição!

Nossa experiência não é um mar de rosas, mas a gente tem que ter força e um propósito forte e levar este propósito para as outras pessoas!”